Apresentação Candidatura ao Conselho do Colégio de Análises Clínicas e Genética Humana.

                                  Henrique Luís Lopes Ferreira Reguengo da Luz

Caros Colegas,

É com um profundo sentido de responsabilidade que apresento a minha candidatura à presidência do Colégio de Especialidade em Análises Clínicas e Genética Humana.

Faço-o num momento em que a nossa profissão vive uma encruzilhada crítica.

Enfrentamos desafios significativos que comprometem a dignidade e a relevância do trabalho dos farmacêuticos analistas clínicos e de genética humana. A falta de clareza e determinação do poder político e institucional em reconhecer plenamente as competências destes profissionais no setor público, aliada à escassez de recursos, à estagnação das carreiras e à desvalorização do tecido empresarial nos laboratórios de análises clínicas, exige ações firmes, fundamentadas e com visão estratégica.

Este é um momento que requer união, clareza de objetivos e de ação coordenada.

Com mais de três décadas de experiência, tanto na prática científica e clínica como na luta profissional, tanto a nível nacional como internacional, no setor público e no setor privado, acredito ter as competências e a determinação necessárias para defender os interesses da nossa especialidade.

Os colegas conhecem-me. Conhecem-me de outros colégios de Análises Clínicas da Ordem dos Farmacêuticos, conhecem-me do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF), conhecem-me da Sociedade Portuguesa de Medicina Laboratorial (SPML), conhecem-me da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, conhecem-me da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica.

Conhecem-me como voz ativa na defesa dos farmacêuticos, das análises clínicas, da nossa história, da nossa capacidade técnica e científica. Conhecem-me.

Reuni uma equipa de colegas de reconhecido mérito no campo das análises clínicas e da genética humana com os quais acredito ser possível trabalhar uma mudança.

Reúno o apoio de amigos, de colegas, de analistas clínicos, de ilustres farmacêuticos dos quais arrecado a experiência, a estratégia, o amparo e o caminho para a mudança nas análises clínicas e na genética humana.

Sinto que, por mérito nosso, o profissionalismo dos farmacêuticos é reconhecido por todos os seus pares e sobretudo pelos doentes, pela elevada qualificação, humanismo, persistência e competência.

É gratificante que assim seja, mas, exige-se uma mudança, uma afirmação que vá para além de nós, que se renove nas novas gerações com o conhecimento e a tranquilidade de sempre.

É tempo de os jovens abraçarem as análises clínicas e a genética humana. É tempo de mudança.

Acredito que é também o tempo certo para estreitar ligações com todos os profissionais de saúde, com a Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos, com as direções regionais, com o ministério da saúde, com a direção executiva do SNS, com as Universidades, com as associações de jovens farmacêuticos, com os farmacêuticos residentes, com todo o setor laboratorial, publico e privado.

É tempo de diálogo. É tempo de caminhos certos.

Por tudo o que já vivenciei ao longo dos meus anos de carreira, acredito que este é o tempo de agarrarmos definitivamente estas áreas que sempre foram nossas. Mais do que isso, acredito que se não o fizermos agora, as perderemos definitivamente.

É tempo das análises clínicas e da genética humana. E de os Farmacêuticos reassumirem o protagonismo que merecem nesta especialidade.

Juntos, podemos transformar os desafios em conquistas. Por nós, pela ciência, pelo futuro.

Podem contar comigo. Conto com todos.


Henrique Reguengo

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